Depois do Dieselgate e dos airbags Nakata agora é a vez do aço que pode apresentar qualidade inferior

Qualidade japonesa colocada a prova

O Kobe Steel, uma companhia japonesa com mais de 100 anos e que atua em áreas da indústria como a metalmecânica, siderúrgica, química, robótica e energia, é acusada de falsificar o cobre, alumínio e aço que produziu e forneceu durante uma década para os clientes dela.

Segundo um relatório produzido pela própria Kobe Steel, o aço produzido pela empresa estaria fora dos padrões estabelecidos pelo governo do Japão. Ou seja, o produto produzido não atendia às especificações estabelecidas pelo governo japonês, apesar de cumprir os níveis de segurança e qualidade. Ainda de acordo com o relatório, o produto, que foi vendido para mais de 500 empresas, entre elas as montadoras Toyota e General Motors, Honda, Kawasaki, Mazda, Mercedes, Mitsubishi, Nissan, Subaru, e Toyota, além da indústria de navios e aeroespacial, teve as especificações de resistência comprometidas, mas a Kobe Steel entregou o material de qualidade inferior como se fosse o produto esperado pelo cliente.

Tudo garantido por um certificado falso emitido pelo departamento de qualidade.

Por causa da repercussão da notícia, o Departamento de Justiça dos EUA está investigando os possíveis riscos na segurança dos produtos fabricados utilizando o aço da empresa japonesa, mesmo após o anúncio de que quatro montadoras, entre elas a Nissan e a Toyota, informando que não detectaram problemas relativos a segurança dos veículos produzidos utilizando o alumínio da empresa japonesa.

Uso do aço

De acordo com a agência Automotive News, os metais da Kobe Steel podem ter sido utilizados em componentes desde a carroceria, bloco do motor, até a cinta metálica que estrutura os pneus.

Por causa da extensão dos produtos que utilizam o material produzido pela Kobe Steel, a demora no resultado dos testes era esperada, além disso, a hipótese da realização de um recall está descartada.

Desde de que surgiu a suspeita, as ações da empresa caíram quase 40% desde que admitiu a fraude. Além disso, Agência Europeia de Segurança da Aviação (Easa) recomendou que as fabricantes de aviões não utilizem os materiais produzidos pela Kobe Steel até que a qualidade seja atestada.

Além disso, existe o temor de que a qualidade dos produtos japoneses seja questionada pelo restante do mundo.

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