Conheça a verdade sobre o que é importante em uma troca de óleo

Seguir o manual do fabricante é essencial na escolha do melhor lubrificante

Quem não conhece aquelas recomendações de cuidados com o carro, principalmente com o motor, que são apenas repetidas ao longo dos anos, ou seja, não possuem nenhuma comprovação prática de que realmente trazem algum benefício concreto.

Trata-se de cuidados que em alguma época podem ter sido importantes, mas hoje, são apenas mitos, algo como chupar manga e beber leite mata, tomar água morna com limão em jejum emagrece.

Para diferenciar o que é verdade do que é mito, no caso do óleo lubrificante, um item essencial para o pleno funcionamento do propulsor, conversamos o nosso consultor técnico Fábio Fukuda, da Fukuda Motorcenter em São Paulo, SP.

1- Veículo muito rodado deve usar óleo mais grosso

É mito a recomendação de que carros com alta quilometragem rodada devem usar um óleo mais grosso. Quem garante que a viscosidade escolhida é a ideal para a lubrificação do propulsor e, principalmente, não irá sobrecarregar a bomba de óleo?

Portanto, o recomendável é manter as especificações recomendadas pelo manual do fabricante para escolher o lubrificante ideal.

2- Não complete o óleo no posto

A recomendação ao chegar o nível do óleo é que o motor esteja frio, ou, no mínimo que o carro esteja parado há algum tempo, mesmo que seja apenas 10 minutos.

O importante é lembrar que nunca o lubrificante deve ser checado logo após o motor ser desligado, pois, não houve tempo suficiente para que o óleo tenha descido todo para o cárter.

Além disso, nunca complete o óleo no posto, pois, o ideal é colocar o mesmo lubrificante que estava no cárter anteriormente.

3- Medir viscosidade do óleo com os dedos

Propriedades do lubrificante se mede no laboratório

 

 

 

 

 

 

 

Viscosidade é uma propriedade complexa demais para ser checada sem aparelhos específicos e, principalmente, fora de um laboratório.

Ainda é comum encontrarmos frentistas apresentado a viscosidade do óleo lubrificante no posto, diante do proprietário, colocando uma porção do produto nos dedos para avaliar se a viscosidade é a ideal.

Portanto, siga, o prazo e quilometragem indicada no manual do proprietáro, além da especificação recomendada pelo fabricante.

4- Óleo escuro é indicativo de que precisa trocar

Nem sempre estar escuro significa que o óleo está próximo da troca.

 

 

 

 

 

 

 

O óleo escurece porque o lubrificante lubrificou, limpou, as camisas dos cilindros, onde os anéis passaram retirando os restos da combustão, conhecidos como fumos. Ou seja, o lubrificante cumpriu o papel a ele determinado, que o de carregar esses detritos.

Além disso,  mesmo o óleo tendo a coloração modificada, o lubrificante mantém as propriedades originais.

A troca deve ocorrer nos prazos ou quilometragens estipuladas pela montadora para a troca do produto.

5- Quilometragem é o único fator para troca

Mesmo existindo uma corrente que defende a ideia de que o tempo não é mais um fator determinante para a troca do óleo, o ideal é acreditar que sim. Essa ideia fundamenta-se na teoria de que o lubrificante não trabalha em um sistema estanque, portanto, está sujeito a ser contaminado por agentes externos.

Por isso, mesmo para os carros que rodam pouco, é importante trocar observando tanto a quilometragem quanto o tempo.

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